Lições de Vida

370233_1352846271959“Pai (do latim patre; também chamado de genitor, progenitor, ou ainda gerador) é a figura masculina de uma família que tenha um ou mais filhos e assume o primeiro grau de uma linha ascendente de parentesco. A paternidade dá-se pela ancestralidade biológica (isto é, a partir da fertilização), proveniente do casamento, da união estável e/ou da relação monoparental como estado de parentesco. Ainda há também a possibilidade legal de paternidade a partir da adoção ou técnicas de reprodução assistida.” Essa é a definição que encontramos em dicionários, para o termo. Em novos tempos, os quais estamos vivendo, tudo está em mudança. Os conceitos, as verdades, as crenças, as práticas. Novas famílias estão se formando, de uma maneira impensada há décadas atrás. Creio que sou da última geração da família tradicional, nuclear com pai e mãe, com referências, papéis, privilégios e reponsabilidades. O papel do pai, julgo, é fundamental na formação da família, dos filhos, de pessoas equilibradas, saudáveis, felizes. Somente com o passar do tempo, daqui há uma geração, é que poderemos avaliar e medir os resultados, as consequências das escolhas, dos caminhos que a sociedade está fazendo agora. Filhos, crianças sem referências, modelos dos tradicionais pais. Filhos com novos exemplos, modelos, inspirações. Estou ficando velho. Ficar velho não é demérito, pejorativo. É apenas constatar que se está em outra fase de vida. Sentimos que estamos envelhecendo quando temos alguma dificuldade de entender, aceitar e assimiliar o novo. Em laços familiares, estou perplexo. Preso ao que sempre aprendi, valorizei. Com certa dificuldade em perceber e ver os benefícios dos novos modelos, dos novos arranjos. Pais cuidam dos filhos e depois são cuidados por eles. No meu tempo de criança os pais eram enérgicos, duros, amavam do seu jeito, a seu modo, diferente. Ordens, princípios, limites. Um amor diferente, mas precioso. Crescemos todos com valores, respeito, determinados a sermos “gente de bem”. A educação vem de casa. A escola e a sociedade são apenas reforço, complemento. Se a educação de casa, dos pais, não é boa, estamos com problemas. Sabia o que meu pai estava pensando e me dizendo só pelo seu olhar, pela sua expressão. E eu o respeitava. Hoje, vemos aos montes, em todos os cantos, situações em que crianças pequenas, de poucos anos controlam e mandam em seus pais. Inverteram-se os papéis. Faz 5 anos que meu querido pai partiu. Ao seu jeito antigo, com sua pouca educação formal, deixou-me exemplos, lições de vida e amor. Trabalho, honra, palavra, disposição, vontade, honestidade. Sou o que sou pela sua influência. Sou imensa e profundamente grato ao meu querido pai. De tudo o que guardo dele, em minha mente e memória, a sua imagem, lembro-me dele nos intervalos entre um cliente e outro, em sua barbearia sempre agitada com a presença de amigos, ele tecendo paciente e cuidadosamente a sua rede de pescar. Fazia peças lindas, diferentes. Para presentear, para vender, para usar em suas pescarias. Por feliz providência divina, deixei o meu emprego, que não estava lá grande coisa, nos meses finais de sua vida. Pude estar com ele e assistí-lo cuidando de sua saúde, idas ao médico, exames e os dias finais no hospital. No dia em que faleceu, as 23h30, em minha cama, senti um peso estranho em minha alma no exato momento em que ele partiu. Obrigado meu querido PAI por tudo o que fez por mim. Você continua em meu coração, junto comigo, nas lembranças dos bons e maus momentos que tivemos juntos. Amo você. Feliz Dia dos Pais!

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