Dia das Crianças

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É triste pensar que “crianças” estejam em processo de extinção. Num futuro não muito distante, elas poderão não existir. Viajando pela Europa, percebi a grande quantidade de idosos, de poucas mães em gestação e de quase nenhuma criança. Em Nice, na Côte d’Azur (Costa do Azul), numa tarde de domingo, na praça central em frente a praia, presenciei uma cena que guardo na memória. Centenas de idosos, todos elegantemente trajados, passeavam, conversavam, e alimentavam centenas de pombos. Mas nenhuma criança.

Nos Estados Unidos, o contrário. Percebe-se, facilmente, muitas famílias de pais jovens com 3, 4 e 5 filhos. Esses dias, assistindo a um programa de esportes radicais, Kaiak, 3 jovens aventureiros, dois norte-americanos e um brasileiro, viajam até uma aldeia sem contato com a civilização, no alto de uma montanha em Papua, Nova Guiné. Lugar de belezas virgens, ainda não tocadas pelo homem. Eles pousam na aldeia e negociam a autorização para praticar o seu esporte radical de descer em seus caiaques pelas águas agitadas, de um lindo e impressionante azul-turqueza, dos rios da região. O que salta aos olhos no documentário é a quantidade de crianças da aldeia, da vila. São centenas, desproporcionalmente ao numero de adultos. Curiosas, alegres, brincalhonas. Lá não tem TV, shopping center nem Facebook. Então, namorar e procriar parece ser um passatempo saudável e interessante.

Economia, cultura, IDH (indice de desenvolvimento humano) e outros fatores parecem influir e colaborar para a existência de crianças no mundo. Por aqui, percebo que elas estão desaparecendo. Os jovens adultos estão adiando constituir família para mais tarde. Também estão pensando mais sobre “ter ou não” filhos. Crianças não são mais prioridade, sonho, projeto de vida. Estão considerando mais o custo, a despesa e o trabalho que um filho dá. Ontem, passeando no Parque da Lagoa do Taquaral, percebi casais jovens caminhando com seus cãezinhos, sem crianças. Cães não reclamam, não desobedecem ou enfrentam, não choram ou fazem birra, não pedem brinquedos, os últimos eletrônicos da moda. Apenas dão carinho, balançam o rabo quando você chega, grudam em você por onde você vai.

Por tudo isso, penso que “crianças” estão em perigo de extinção. E, então, virá o fim. Sem crianças, perderemos a alegria, a curiosidade, a inventividade, a esperança. Em tempo: Você sabia que o Brasil é o único país que comemora o Dia das Crianças no dia 12 de outubro? A data existe há 90 anos, mas só começou a ser comemorada em 1955, quando a “Estrela” (fabricante de brinquedos), inventou a “Semana do Bebê Robusto”, que depois virou a “Semana da Criança” e, finalmente, o Dia das Crianças. Todos já fomos um, uma. Muitas boas lembranças. Existe fase mais legal do que esta?

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